José Zarcos Palma | um olhar para o céu profundo

De olhar treinado e focado, quando fotografa a Mina de S. Domingos ou o Vale do Guadiana (dois dos seus lugares de eleição), a composição que constrói, diz muito da técnica que tem, mas muito mais do sentir e do afeto que tem pelos lugares e, pelos muitos e muitas, que fizeram a sua história e memória. O c
éu noturno, escuro e profundo, que eleva à condição de arte é, por estas terras, pleno de estrelas, constelações, planetas e um universo quase infinito de pontos de luz, que assoberba quem o contempla. Dos lugares sabe mais do que as estrelas que o cobrem, sabe das histórias e história, sabe do tempo de agora e dos tempos idos. E neste jogo do tempo, no simples e complexo gesto do disparo de uma máquina, sabe como poucos, imortalizar o tempo através de uma fotografia, assim, feita memória. Visitar Mértola com o Zarcos, “pastor das estrelas com o seu cajado de três patas”, será certamente a ocasião perfeita para criar memórias cheias luz.

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