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A Casa da Oliveirinha, é uma casa centenária, recentemente recuperada, localizada em Mértola (Vila-Museu candidata a Património Mundial da Humanidade) a escassos metros do Castelo e da Igreja, bem como de restaurantes e do comércio local. É uma casa privilegiada por se encontrar dentro do centro histórico e ter uma belíssima vista do rio Guadiana nos seus espaços interiores e exteriores. Tem uma decoração requintada (apelando ao estilo rústico que carateriza a região) que foi cuidadosamente escolhida pelos proprietários, os quais criaram também algumas das peças do mobiliário presente na casa.

Com capacidade para 4 hospedes, a casa dispõe de 2 amplos quartos, 2 casas de banho (uma interior e outra exterior), 1 sala com cozinha equipada e um jardim de 300 m2 com árvores de fruto e uma pequena horta, disposto em 4 patamares. O jardim dispõe de diversas áreas: pode fazer um churrasco e desfrutar da sua refeição ao ar livre, pode aproveitar para relaxar, ouvir o som dos pássaros, tomar um duche refrescante ou contemplar a vista lindíssima do rio Guadiana e paisagem circundante.

Os hóspedes podem ainda usufruir gratuitamente das Piscinas Municipais de Mértola durante a sua estadia (piscina interior no Inverno e piscina exterior no Verão), mediante pedido no alojamento.

Um sonho encontrado no paraíso... “Parece que entramos num tempo esquecido quando caminhamos pela Travessa da Oliveirinha. E não interessa o lado pelo qual a ela se acede. Se descermos pelas escadinhas íngremes que saem da Rua da Igreja, logo à direita damos de caras com um dos mais fantásticos pontos de vista que a vila proporciona. Se a casa é apenas mais uma construção tipicamente alentejana, é o seu pátio que nos encanta. Além de se imaginar aí sentado a apreciar a luz dos cálidos fins de tarde, admire também o revestimento do chão, em parte feito com ladrilhos rústicos, em parte com seixos do rio, cuja inteira dedicação lhe deu algum antigo proprietário que ali o colocou. Se entrarmos pela Rua Dr. Manuel Francisco Gomes, vindos da Porta de Beja, atrai-nos o perfil da rua, lançado diante de nós, e a casa rústica que parece convidar-nos a um olhar mais próximo. E ao fim, avançando na descida, parece-nos que não há quase como dela sair. Mais fascinante ainda é se nesta nesga de passagem entramos vindos da direção contrária; a muitos visitantes, consegue mesmo não se deixar ver. Mas se a franquear, é outra visão das mais belas que a vila dá. Isolados de outros pontos de vista, o olhar conduzido pelos muros alvos, mergulhámos num outro tempo, quando apenas se circulava a pé. O sossego dos dias parece estar ali guardado, e talvez só o vento agitando os ramos da oliveirinha nos recorde onde estamos.”In Mértola - Roteiro de história urbana e património