À cerca desta raça pode ler-se no site da ACOS (Associação de Agricultores do Sul):

«A ovelha Campaniça tem o seu solar de origem no “Campo Branco”, região que se estende pelos concelhos de Mértola, Almodôvar, Castro Verde e parte do de Ourique. Trata-se de uma região de condições geoclimáticas adversas, caracterizada por solos muito pobres, com um clima bastante quente e seco no Verão, de chuvas irregulares no Inverno e Primavera e um Outono que embora mais ameno não proporciona em regra chuvas suficientes para as tão necessárias pastagens espontâneas.

Os animais desta raça Campaniça apresentam perfil convexo, lã de tipo cruzado e altosa, diferente do Merino e do Churro, cujo cruzamento foi indevidamente considerado o percursor do tronco bordaleiro, a que também pertencem as raças espanholas Manchega e Aragonesa e as nossas Serra da Estrela, Bordaleira de Entre Douro e Minho e Saloia.

A extraordinária resistência da ovelha Campaniça às condições agrestes do meio, permite que seja considerada como uma realidade ecológica, resultante duma selecção quase natural. A rusticidade é a sua maior virtude, fruto de uma melhoria genética devida ao facto de, desde sempre, se escolheram os animais mais resistentes e não necessariamente os de maiores potencialidades produtivas.

De entre as características morfológicas mais marcantes desta raça, destacam-se, além da lã de tipo Cruzado, o pequeno tamanho, membros finos, cara e cabos deslanados.»