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Mértola e toda a área envolvente do Vale do Guadiana são territórios de excelência para a observação de aves. Com uma vasta dimensão geográfica, o concelho apresenta uma diversidade de habitats e acolhe por isso uma grande variedade de espécies de aves. A presença física e imponente do rio Guadiana marca fortemente a paisagem e as escarpas elevadas que ladeiam as suas margens o refúgio perfeito para espécies ameaçadas como a cegonha-preta, abutre-preto, a águia de Bonelli, a águia-real ou o bufo-real. Estas áreas rochosas são também o habitat ideal para a andorinha-das-rochas, a andorinha-dáurica e o melro-azul. Nas vastas áreas de planície ondulada os céus são dominados pelos voos da águia-imperial-ibérica e dos grifos. Neste habitat de estepe é frequente a presença da abetarda, do sisão do cortiçol-de-barriga-preta ou do Tartaranhão-caçador. Ao longo das estradas e caminhos é frequente o avistamento da cegonha-branca, da poupa ou da pega-azul.

Na vila de Mértola ocorre a última colónia urbana de uma espécie bastante rara e ameaçada – o peneireiro-das-torres. Na Mina de S. Domingos, nas ruínas do antigo complexo mineiro nidifica o andorinhão-cafre, espécie africana muito rara na Europa e restrita a áreas da Península Ibérica de características semidesérticas.

Para descobrir a avifauna deste território sugerimos 4 itinerários para fazer de carro e/ou a pé.

ITINERÁRIO 1: MÉRTOLA, O REDUTO DO PENEIREIRO-DAS-TORRES LESSER

Na vila de Mértola ocorre a última colónia urbana do país de uma espécie bastante rara e ameaçada – o peneireiro-das-torres. As muralhas do velho castelo, bem como, outras estruturas históricas da vila são o refúgio perfeito para a especie mais emblemática da vila. Ao longo deste pequeno itinerário que percorre o centro histórico, as margens do rio Guadiana e a envolvente florestal da vila até à herdade vitivinícola da Bombeira é possível observar cegonha-branca, gralha-de-nuca-cinzenta, melro-azul, pega-azul, abelharuco, garça-branca-pequena, garça-real, guarda-rios e melro-preto entre outras. A águia de Bonelli nidifica na proximidade encontrando refúgio nas escarpas do Guadiana.

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Mapa da Vila de Mértola aqui

ITINERÁRIO 2: O TERRITÓRIO DA VELHA MINA Mina

A aldeia da Mina de São Domingos, em tempos uma grande povoação mineira, é agora um lugar cheio de história e memória. O que resta hoje da impressionante estrutura da mina são as ruínas dos edifícios que servem de abrigo a várias espécies de aves. O andorinhão-cafre é bastante raro em Portugal e a sua nidificação apenas foi confirmada nesta área. Aqui é, ainda, frequente a observação de várias espécies de milhafres, gralha-de-nuca-cinzenta, águia-imperial-ibérica, águia-real e vários passeriformes como as diferentes espécies de andorinhas, o rouxinol-bravo ou a cotovia-escura entre outras.

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Mapa da Mina de S. Domingos aqui

ITINERÁRIO 3: NAS MARGENS DO GUADIANA aquila

As margens de escarpas rochosas que ladeiam o rio são o habitat perfeito para várias espécies ameaçadas da avifauna do Parque Natural Vale do Guadiana: este é o território por excelência da águia-real, do bufo-real e da cegonha-preta. No percurso de Mértola até aos Canais do Guadiana sugerimos um desvio à Barragem dos Corvos. Num inesperado plano de água no meio de uma paisagem de olival, encontrará o local ideal para observar algumas aves aquáticas como o pato-de-bico-vermelho que ali nidifica. Esta é, ainda, zona de bebedouro para o cortiçol-de-barriga-preta.

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ITINERÁRIO 4: DO PULO DO LOBO À SERRA DE ALCARIA peneireirorecorte

Estas são as terras do Pulo do Lobo, terras de xisto, de natureza bravia, de escarpas abruptas e do Guadiana selvagem onde encontram refúgio várias espécies de aves de rapina como a águia-real, o bufo-real e outras espécies ameaçadas como a cegonha-preta. Deixando o Pulo do Lobo, a paisagem dá lugar a uma floresta mais ou menos dispersa de azinheiras e sobreiros. Este habitat designado de Montado é o reduto perfeito para espécies como o peneireiro-cinzento, o grou, o torcicolo, a felosa-ibérica, a pega-azul ou o chapim-azul. Já na entrada do “Campo Branco” a paisagem reveste-se de planícies ondulantes. Esta é uma boa área para observar espécies como abetarda, sisão ou cortiçol-de-barriga-preta. Aqui, perto a elevação onde se localiza a Ermida de Nª Sr.ª de Aracelis ou a Serra de Alcaria são miradouros perfeitos para observar toda a área envolvente.

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RECOMENDAÇÕES & INFORMAÇÕES ÚTEIS

Quando Fazer… A melhor época para fazer birdwatching em Mértola é na Primavera (março a maio). No Verão as altas temperaturas que se fazem sentir, não são propícias a saídas para o campo. Setembro é também uma boa altura.Os meses de outubro a janeiro são de grande atividade cinegética pelo que não se recomenda a realização de tours de birdwatching.